18/05/2025

AgroPodMais #32 – Segurança do Trabalho no Agro | Willian Lima

Bate-papo sobre segurança do trabalho no agronegócio com Willian Lima, especialista em SST da Bioseg.

Iniciando o Agro Pod+ o seu compromisso semanal com agro. Hoje o bate-papo é com ele, gestor nacional da Biossegue, técnico em segurança do trabalho, William Lima. Bem-vindo, William. Boa tarde, Júnior. Obrigado pela oportunidade aí de poder estar dividindo com vocês um pouquinho da da nossa experiência em saúde seg nosso trabalho. Tema muito importante, né? Sim. Como você avalia, William, o nível de maturidade das empresas do agronegócio em relação à segurança do trabalho? Bom, Júnior, a gente atua e eh com a Biosseg

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diretamente no agronegócio desde 2015, né, onde a gente migrou do Mato Grosso do Sul aqui pro Mato Grosso. Houve uma evolução muito grande até mesmo por parte da da dos órgãos fiscalizadores, né, Ministério do Trabalho e Ministério Público. As empresas passaram a se adequar mais, porém ainda eh tem uma grande massa que precisa se empenhar um pouco mais aí para poder estar atendendo essas normativas, certo? E quais são os principais riscos ocupacionais que os trabalhadores do agro enfrentam diariamente? Bom, mesmo que seja dentro do do agronegócio, a gente tem segmentos diferentes, né? Então, a gente atende

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hoje fazenda, a gente atende hoje a parte de armazém, a gente atende a parte de de mais variados assim indústrias. Quando a gente fala de armazém, a gente tem um risco aí que praticamente toda safra é um vilão de acidente, que é a questão de soterramento por espaço confinado ou até mesmo a questão do trabalho em altura. E quando a gente vai mais pra área da da da área agrícola mesmo, tem a parte da contaminação por parte do produto químico, né? Certo? E por que historicamente o agronegócio tem apresentado números elevados de acidentes de trabalho? Júnior, acredito que pela dificuldade, né, de fazer essa

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gestão da mão de obra das empresas de consultoria em saúde e segurança, poder levar as informações até o campo. Hoje a gente tem já várias ferramentas como plataforma EAD, que a gente consegue disponibilizar a capacitação pro colaborador, até mesmo se ele tiver no implemento, tá? Então hoje ficou mais fácil, só que existe aquele aquela dificuldade, né, da fase da contratação a se fazer o exame admissional, a fazer a capacitação, a entrega dos EPIs e aí sim a pessoa ir pro campo. E existe também aquela aquela a a a liberdade, né, do do colaborador, ele trabalha mais sozinho, né, não é igual uma indústria,

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por exemplo, que trabalha um grupo de pessoas alionde tem um responsável diretamente ligado a ele. Então é mais uma questão de conscientização mesmo, certo? E você como um profissional da segurança de trabalho, o que que motivou a criação da Biosseg? Qual que é a principal missão da empresa? Tá, é primeiro é cuidar do trabalhador, né? Então a gente tem esse esse zelo pela vida. A gente vem de uma experiência de indústrias, tá? A minha experiência ela vem de usina, de cana no Mato Grosso do Sul. Eh, e aí vendo a dificuldade que as empresas tinham para se adaptar em saúde

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e segurança do trabalho, eu decidi montar a Biosseg e facilitar essa vida hoje do empresário ou do gestor da empresa, de levar a facilidade do conhecimento realmente até a empresa, até o canto, na na na nas mais variadas situações, né? Certo? E como que a Biossegue contribui pra prevenção do acidente? A Bosseg hoje ela atua não só na prevenção do acidente, mas a gente fala que trabalha defendendo, né, o patrimônio, seja ele pessoa ou estrutura da empresa. Eh, a gente atua primeiramente no atendimento normativo, né, Ministério do Trabalho, Ministério Público. A gente atua diretamente aos

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colaboradores e ao patrimônio e a gente gera questão da economicidade, né? Então, a gente tem que entender que é uma gestão de mão de obra, onde quando eu atuo de maneira preventiva, eu consigo não só atender a norma, mas também gerar a questão da economia, certo? E quais são os principais resultados já alcançados com os programas que a Biossegue implementa nas unidades industriais agrícolas? A gente tem um histórico positivo hoje aqui no Mato Grosso pela quantidade de taque, né, eh eh que a gente pegou já junto ao Ministério do Trabalho, aos órgãos fiscalizadores por motivos de acidente.

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Eh, resultados esses que que minimizam, né, o custo com que a empresa tem com passivos trabalhista, processo trabalhista. E a gente tem um histórico muito positivo também no controle de taxa de absenteísmo, que a gente chama aqui, é o quê? atestados médicos, acidentes por afastamento que a gente consegue provar que hoje ainda um dos vilão, o um dos vilões, né, de acidente de trabalho é por manutenção que não foi planejada. Então acontece uma uma quebra do equipamento lá no campo. O cara vai fazer a manutenção de uma máquina, não tava planejado, não tem os recursos

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necessário, acaba sofrendo um acidente. Ali eu tenho a perca de produção da hora máquina e a perca do colaborador, além de ter o envolvimento de empresas, processo trabalhista e tudo mais. Então a gente tem um histórico positivo nesse sentido, né, de de zelar pela empresa e zelar pela vida do do trabalhador também. Então, a educação também, capacitação continua sendo uma ferramenta excelente de prevenção. Sem dúvida nenhuma. Eu acredito que é através da da capacitação das pessoas que a gente vai conseguir neutralizar esse número de acidente. Hoje não adianta eu fazer a entrega do

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equipamento de proteção individual, o que o que realmente vai evitar o acidente é aquele zelo, aquele cuidado que o colaborador vai ter ao decorrer da sua jornada de trabalho, certo? como que o programa atua na mudança de cultura das empresas, né? Cada empresa tem uma cultura diferente, né? Como que o programa atua para conscientizar os colaboradores, os sócios, para poder ter aquela gestão mais integrada da segurança, certo? A Biosseg, ela tem duas ferramentas próprias, né? Uma a gente chama de relatório de ações corretivas e preventivas e o outro a gente chama de avaliação comportamental

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de segurança. São ferramentas essas que permite a gente identificar se a falha que está acontecendo é por parte da empresa, por falta de um investimento ou por por falta de acompanhamento da liderança ou do própria postura da liderança ou por parte dos colaboradores. E quando a gente entra ali por parte dos colaboradores, a gente consegue através dessa ferramenta identificar se é por falta de treinamento, é por falta de medida de controle, às vezes um projeto de de adequação de ambiente, tá? Mas na maioria das vezes a falta literalmente de de uma cultura, né, de se fazer o

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trabalho de maneira segura. É, todas as atividades têm o seu risco, né? Alguns algumas têm muito mais risco que outras. independente do nível de risco, ele pode ser totalmente reduzido. Sim, hoje a gente fala que quando não pode ser totalmente eliminado, a gente consegue neutralizar, né? Então, hoje existe aí inclusive os adicionais de de insalubridade, que são fatores que quando utilizado o equipamento de proteção individual de maneira correta e feito o controle, a gente consegue neutralizar a exposição, certo? até em alguns casos eh restringir literalmente esse essa exposição ao agente de risco e

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não se pagar em salubridade, né? Certo? Tem prevenções que são obrigatórias por lei e tem prevenções que são interessantes pro empresário, pro industriário prevenir futuros prejuízos ou complicações. Certo? Sem dúvida nenhuma. Eh, hoje existe a parte da obrigatoriedade legal, mas existe aquele empresário hoje que se destaca, que ele ele realmente identifica que investir em saúde, segurança e gestão, trabalhar com indicadores de gestão, por exemplo, ele permite você melhorar a cultura da sua empresa. E quando você tem um colaborador que trabalha engajado com valores e princípios que a empresa

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prega, automaticamente você vai ter uma redução de acidente que vai resultar na perca ali, seja por mão de obra ou máquina, e você vai ter uma produtividade maior, certo? E de que forma os treinamentos da Biosseg são adaptados à realidade do homem no campo, certo? Hoje a gente trabalha na modalidade consultoria, né? Então, hoje a gente faz um levantamento da empresa, eh, cria-se um diagnóstico que evidencia qu situação dela e através disso a gente determina qual o quantitativo de hora técnica que aquela empresa vai necessitar do nosso técnico lá no campo, tá? E agora estamos também aí iniciando

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com a questão da plataforma EAD, que quando há necessidade de renovação, de treinamento ou quando um técnico não consegue se deslocar até lá, a gente consegue atuar de maneira remota também, certo? Hoje você faz o treinamento, a consultoria, o treinamento, você fornece alguns equipamentos ou terceiriza, encaminha pro fornecedor? Como é que é essa parte? Hoje a Biosseg, ela é um grupo de empresas, ela iniciou na área de segurança do trabalho, eh, atuando de maneira levantamento de risco, elaboração de programas e laudos, mas ela ampliou eh eh o seu leque de serviço. Então, aí ela entrou também na

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área de saúde ocupacional. Então, hoje a gente realiza exames, a gente atua na área de segurança, a gente faz a capacitação, nós temos a Biosseg engenharia, que ela atua diretamente na questão de melhoria de ambiente de trabalho. Então, por exemplo, tem uma uma máquina, um armazém que precisa de adequação de projeto, ela vai lá e faz os projetos de adequação. E a gente atua também na questão da venda de equipamento de proteção individual, que é a MPI, tá? E ainda temos uma outra empresa do grupo que é a Flow, que atua na gestão de contratação de pessoas. Por que toda essa cadeia? Porque hoje na

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contratação de pessoas inicia-se a parte de saúde e segurança, por exemplo. Isso é muito comum no campo, trabalhador braçal polivalente, é uma função hoje muito contratada no CBO, que é o descritivo de cargo e função. Então, quando chega pra gente aquela descrição, ela vem de maneira genérica. Eh, esse colaborador ele faz limpeza e eh poda de árvore assim. E quando a gente vai literalmente fazer o acompanhamento dessa atividade no campo, a gente vê que eventualmente ele faz uma aplicação de veneno com bomba costal, eventualmente ele faz um trabalho de e eh abater animais ali pra sede da fazenda ou algo

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do tipo. Então, essas descrições acabam que não chega pra gente quando vem uma relação, por exemplo, do RH da empresa. Então, a Flow, que é a empresa de RH que a gente criou, ela já faz essa descrição detalhada para que quando a gente vá fazer o levantamento, todos os riscos da atividades estejam ali contemplados de maneira correta. Com isso, a gente evita, consequentemente a a a falta de um equipamento de proteção individual, uma capacitação correta e até mesmo o próprio acidente. Dependendo do tipo de serviço, já dá para identificar que aquele colaborador pode gerar um risco pra atividade. Sem dúvida. a gente já a

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gente consegue trabalhar de maneira na contratação, já falar, esse cara não realmente não serve para aquele serviço, pode gerar uma de acordo com a a a descrição do cargo, eu já consigo prever isso, até porque a gente pode trabalhar de maneira com antecipação de risco, né? Então eu já sei a atividade, por exemplo, um soldador, eu sei que ele vai ter exposição a fumos metálic. Se é uma pessoa que tem eh eh um exame já ou alguma não conformidade de saúde respiratória, eu não posso colocar esse colaborador trabalhar nessa função. Então a gente consegue já prevenir isso antes. E um RH sem esse preparo às vezes

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passa batido. Passa batido e acontece muito. Acontece muito. Hoje, como a gente tá eh atuando diretamente na consultoria, uma das dificuldades que a gente tem é receber essas informações corretas do setor de RH. Então, muitas vezes a gente entra em contato para prestar essa consultoria pra empresa e a gente pede a relação de cargo e função. E aí vem lá, tem grandes grupos hoje, por exemplo, que tem uma unidade, duas unidades, três unidades, mas vem uma relação unificada do grupo. E aí quando a gente vai a campo, a gente identifica que numa fazenda você tem um tipo de cultura, uma realidade. Na outra você

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tem já uma algudoeira, na outra você tem um armazém de grãos, na outra você tem só transportadora. Então é interessante de que mesmo que seja um grupo, a avaliação ela seja feita de maneira individual, porque quando a gente vai para campo fazer a identificação dos perigos, dos riscos e medida de controle, ela é feita por ambiente de trabalho e por colaborador. São riscos diferentes, equipamentos de proteção diferentes para colaboradores às vezes diferentes. Sim. ou até mesmo eh eh dentro da mesma função, ele pode ter exposição a riscos diferentes. Por exemplo, a gente pode prever aí

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principalmente e eh em fazendas que a gente tem a parte de preparo de solo, a gente tem a parte de plantil, a gente tem a parte de colheita, a gente tem a parte de aplicação de defensiva agrícola. Dentro da aplicação de defensiva, eu posso ter com maquinário, implemento agrícola ou posso ter com aviação e os riscos são totalmente diferentes, entendeu? Então, de acordo com a cultura que a empresa tem, é o grau de risco que ela vai ter e é a forma com que a gente vai atuar. O cara pilotar um drone é diferente dele pilotar o aeronave, né? Com certeza, sem dúvida nenhuma.

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Certo? E essas empresas que contratam mão de hora mão de obra temporária às vezes bem por curto período de tempo, também é preciso fazer todo o processo de capacitação e de documentação desse colaborador. Sim, hoje pro colaborador começar a trabalhar, então é chamado muito de safrista, né? Vamos contratar o safrista. Então, eh, independente do tipo de contrato, tem que ser avaliado a saúde dele, tem que ser avaliado os riscos e tem que ser entregue as medidas de controles necessários. Certo? Hoje você tem uma um dos braços da Biosseg tem medicina do trabalho também? Sim, a gente tem as clínicas hoje que são

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Cuiabá, Nova Motum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e Sinope, certo? Hoje você tá atuando exclusivamente no Mato Grosso. Hoje a gente atua em 10 estados, só que são modalidades de contrato diferente. Tem contratos que eu tenho mão de obra técnica atuando lá dentro da empresa. Tem contratos que a empresa tem o grupo técnico dela, o corpo técnico. Então eu faço só gestão e tem empresas que eu faço só o exame, assim como tem empresas também de grande porte que tem unidades no Brasil todo, que eu faço toda gestão de saúde ocupacional, todo o credenciamento de clínicas. E eu que realizo esses exames independente do

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local, certo? E de que maneira a tecnologia pode ser uma aliada na gestão da segurança falando em agronegócio, bom, eh, a gente tava aqui agora falando sobre treinamento, né? Então, a tecnologia internet, principalmente ela indo até o campo, hoje a gente vê muito aí da da da das Starlink, né? É uma forma da gente tá levando a capacitação pro colaborador até mesmo lá dentro do próprio eh implementa gripla. O cara tá lá, ele tem um tempo, ele pode abrir, por exemplo, ali o celular dele, um tablet e fazer o treinamento ali EAD. É, tinha muitas áreas de escuridão de rádio, né, aqui no Mato Grosso, né?

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Tinha até municípios sem uma operadora de telefonia móvel. Agora com essa tecnologia internet via satélite, eu vejo vários agricultores conhecidos nossos falam: “Cara, agora até um problema que o peão fica no WhatsApp.” justamente é uma forma de comunicação, porque ele comunica a questão de refeitório, questão principalmente grandes propriedades que tm uma distância interna longa, eh, comunicado, coisa que o cara precisaria passar no mural na hora no vestiário para poder ver, ele consegue ver em tempo real, até resolver um problema de um colega que tá no meio do caminho, mas falou, a

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tecnologia também dá uma distração, né, sem dúvida nenhuma. E e é um fator que gera acidente. É um fator que gera acidente, porque a pessoa eh automaticamente ela se distrai por um motivo de ver um vídeo, responder um WhatsApp, alguma coisa, e acaba sofrendo um acidente. É algo muito comum hoje, principalmente dentro das indústrias, aonde tem empresas que que proíbem até o uso do celular, né? Eh, além da da internet mais acessível, tem alguma inovação específica que tenha se destacado paraa segurança do trabalho no agronegócio? Não, acho que acredito eu que a a internet é o que mais gera

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resultado pelo fato de você não estar presente, mas levar informação em qualquer lugar, tá? Então, hoje e é e pra gente fazer um bate-papo de segurança, eu teria que me desprender de levar um técnico até a propriedade rural para poder passar um comunicado. Hoje com a internet eu consigo fazer isso independente da onde eu tiver. Então, pra gestão, por exemplo, e a a pra liderança da da seja da do grupo ou da fazenda ou de algo específico, eh a gente consegue fazer a a base de dados em tempo real. Então, hoje o meu técnico, por exemplo, até então a há anos atrás eu tinha que trabalhar com

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prancheta e papel. Hoje eu faço o planejamento de um ciclo de 12 meses de consultoria e todo local que ele vai, ele vai com tablet. Com internet ou não, tudo que ele faz é registrado ali, certo? E eu tenho a prestação de contas do meu serviço para o meu cliente em tempo real. Então ele consegue entrar lá, acessar o meu sistema e e ver o que meu técnico fez, com quantas pessoas ele conversou, se ele deu treinamento, se ele fez um levantamento de risco, se ele fez um projeto, entendeu? Então isso até mesmo para para vias de fiscalização, você consegue comprovar tudo aquilo que você tá fazendo em tempo real. Então é

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muito bom você ter essa base de dados aí, certo? Hoje, se uma empresa que terceiriza um serviço tá pensando em absorver, em fazer aquele serviço mesmo dentro e quer fazer, pô, quanto que eu vou gastar para poder fazer isso da empresa, BOSEC consegue fazer essa previsão de EPI, de questão de segurança, o que que ela vai ter que ter de adaptação dentro da operação dela para poder criar aquele serviço que ela terceiriza hoje. Muito boa essa pergunta, porque muitas vezes a a inicia-se a atividade para depois levantar um ris. É, eu tô falando porque eu ten alguns casos aí que que que já

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foi curiosos que eu acompanhei de alguns colegas aí do agronegócio. Já pegamos já uma uma série de casos de ah, vamos começar a fazer isso agora de maneira interna e começa uma obra, uma construção lá e depois quando a gente vai fazer um levantamento tem que adaptar toda a estrutura. ou, por exemplo, eh eh é feito a aquisição de estruturas novas, mas sem conhecimento, eh ela vem sem atendimento das NR, das normas regulamentadoras. Acontece muito com máquinas e equipamento. E aí você compra o equipamento e quando eu vou lá, acampamento acabou de chegar e eu falo:

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“Ó, isso aqui tem que fazer adequação de escada, adequação de linha de vida, proteção de partes móveis.” O cara fala: “Pô, mas é novo”. Entendeu? Então, é interessante mesmo que seja e eh uma fábrica nova, por exemplo, agora a gente tá tendo aqui no Mato Grosso a as usinas, né? Sim, sim. Esmagadoras de grão. É muito interessante que o setor de segurança do trabalho ele atua na fase de projeto, porque, por exemplo, hoje imagine a situação que a gente vê muito aí, silos que hoje tem a escada tipo marinheiro e silos que tem a escada aspiral. Você imagina que aquela que tem a escada marinheiro, toda vez que o cara

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vai subir, ele tem que colocar um cinto e o tempo que ele leva com o cinto preso ali para subir e descer várias vezes o dia num período de safra, enquanto a outra não é considerado um trabalho em altura, é desclassificado e o cara sobe e desce ali quantas vezes quer de maneira mais rápida. Então, na maioria das vezes, não é ver o valor que vai est agregado ao projeto, mas sim o quanto você vai economizar na sua atividade ali no dia a dia, certo? E também na exposição a risco, né? Porque hoje um acidente aí, a perca de tempo que você tem na produção é muito grande, além da perca e eh de fato ali da saúde do

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servidor, né? E é muito mais fácil construir, certo? Do que refazer, né? Sem dúvida alguma. Eh, hoje uma realidade que a gente vive aqui no Mato Grosso, eh são grandes grupos, eh independente de ser grupo familiar ou não, mas são grandes grupos, são grandes estruturas admiráveis, na verdade, mas em alguns casos ainda eh eh pela vivência deles, de ter começado, ter criado tudo, já é enorme, só que eles trata como se tivesse começando algo pequeno e esse pequeno é uma usina, entendeu? Então assim, ah, vamos fazer, vamos começar a fazer isso aqui e depois a gente vê essa parte de segurança. E, e

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hoje não, hoje a gente precisa começar a atuar literalmente desde a fase do projeto, porque é igual eu falo, hoje a gente tem que colocar tudo na ponta da caneta, né? Eh, para para se obter o lucro hoje não tá fácil. Cargas tributária, custo com com operação, custo com com várias coisas. E se a gente não colocar isso na ponta da caneta e deixar pro final, isso vai se tornar um prejuízo, entendeu? Então, a segurança do trabalho é ela atua de maneira também positiva na neutralização de gastos desnecessários, certo? E como que a liderança das empresas pode ser mais ativa na promoção

21:43 – 22:35
de ambientes mais seguros? Olha, eh, a gente tem uma uma série de de de casos de que a gente vai lá, capacita a pessoa, treina, mas quando a gente sai dali do do do da cena, né, aí pede-se para se tocar do jeito que dá ou ou sem equipamento ou descumprindo um procedimento, tipo, a teoria bonitinha, mas vamos fazer É, e aí é quando acontece o acidente, entendeu? Então, eh, resulta numa perca não planejada, né, que é o acidente. Então, hoje tem uma série de de requisitos de segurança que se implementado, a gente vai conseguir fazer todas as atividades, né? Eu eu eu

22:33 – 23:13
trabalho inclusive em parceria com uma empresa que é a Preditiva do Amigo meu, eh aonde a Biossegue Engenharia ela planeja todas as manutenções que são necessárias de maneira preventiva e ainda essa empresa que é a preditiva, ela faz a manutenção preditiva. Ou seja, hoje quanto quanto que você perde tempo desmontando um equipamento para saber se ele vai ter que ser engrachado ou não? Então olha só na onde a gente atua. A gente faz uma um plano de manutenção preventiva que é um atendimento NR12. na engenharia, mas essa empresa que é a preditiva, ela já atua com uso de equipamentos que faz a a

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a colocação ali de graxas de óleo automaticamente para que você não perca tempo abrindo, desmontando o equipamento para saber se tem que engrachar ou não, entendeu? reduz a paralização, reduz a paralisação, a perca de mão de obra e o risco de exposição acidente. Porque hoje você paralisar uma máquina, seja uma troca de pneu ou uma uma manutenção ali de motor, alguma coisa, você vai ter uma exposição maior a risco. E essa exposição, na maioria das vezes, não é algo de rotina que o colaborador tá acostumado a vivenciar, porque ele faz eventualmente e ali ele tá tendo uma exposição a um risco que que muitas

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vezes ele não tem essa vivência diária. Então o risco de acontecer um acidente é maior. Certo? E William, ainda existe resistência por parte das empresas em investir em segurança do trabalho? Tem diminuído muito, mas ainda tem. Ainda tem porque entende-se saúde e segurança como um gasto e não como algo que vai gerar resultado positivo, tá? a gente tem e eh inclusive a gente tava falando agora a pouco ali, a implantação desses procedimentos de seguranças, de projeto, ele reduz até, eh, no passivo que a empresa tem ali de quando vai fazer o seguro. Então, muitas vezes e e isso é muito pouco

24:32 – 25:11
conhecido, vai se cotar o seguro ali de uma algudoeira, de um armazém, alguma coisa. Eh, a empresa que tá fazendo ali aquela aquela corretora solicita só o projeto de incêndio, o projeto elétrico e passa batido de que a empresa tem procedimento de segurança, brigada de incêndio, eh eh programa de resposta à emergência, ou seja, não fala tudo que a empresa tem, que ela investe em segurança do trabalho. E aí essa empresa tá pagando um valor maior ali no seguro dela anual, porque o o [Música] o como que a gente chama do seguro? O a

25:08 – 25:50
franquia ela tá mostrando de que existe vários riscos. Ela não tá mostrando de que a empresa investe em segurança para que tem essa prevenção vai reduzir o risco daquela empresa, né? Reduzindo o risco, o investimento que ela vai fazer em segura é menor. Perfeito. Perfeito. Perfeito. Então hoje poucas empresas sabem disso. Então ainda ela ela ela tem a a saúde e segurança como como um gasto e não como investimento, certo? E quais o quais são os indicadores de desempenho que são usados para monitorar a segurança no campo? Hoje eu avalio muito a questão de exames, treinamento e acidente, tá? Então são três indicadores

25:48 – 26:24
básicos aí que a gente consegue ter que a gente vai garantir a a empresa trabalhando em tempo contíu. Eles têm que estar equilibrado para poder funcionar. Sim. Hoje é é de maneira normativa é obrigatório, tá? Mas acontece que ainda e várias empresas deixam de cumprir isso, tá? e ferramentas, como eu falei, né, que a gente aplica no dia a dia, que permite a gente fazer uma gestão através de indicador, por exemplo, da quantidade de não conformidade que a empresa tem, quanto ela tem que investir em ambientes para que para para poder tornar esse ambiente seguro, mas também quanto que

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ela tem que investir em treinamento na mão de obra para que a mão de obra seja acuturada de maneira correta e passa por si só diminuir a quantidade de acidente. E você acha que a legislação trabalhista atual contempla todos os riscos do campo ou precisa ter alguma adequação? Contempla. Contempla. Hoje a gente tem a NR31 aí que eh ela abre um leque muito grande e hoje com as NRS a gente consegue aplicar em qualquer segmento empresarial, tá? O que o que o que muitas vezes tem que ter é expertise, né? que é o que a Bioeg traz hoje, eh, da experiência em mais variados segmentos para que a gente possa aplicar

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a norma literalmente aquela atividade ali de risco, certo? E a BOSEG hoje, ela atua em parceria com algum órgão fiscalizador ou com entidades como SES, SENAR? Não, a Biosseg é uma é uma uma empresa independente, né? A gente tem sim contatos com órgãos fiscalizadores por causa de de processos trabalhistas, tax atua junto ao cliente, mas é uma empresa que atua de maneira independente. E qual que é a sua visão sobre o futuro da segurança do trabalho no agronegócio? Olha, eh é uma missão nossa, inclusive da Biosseg, fazer isso se tornar um dos pilares, tá? Assim, quanto qualidade e

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produtividade, a segurança do trabalho, ela tem que est entre esses pilares aí para, de fato, ela promover a gestão da mão de obra em tempo real, eh, proteger o que a gente chama ali de patrimônio estrutural e pessoal e gerar essa economia, certo? Que mensagem você deixaria para os empresários rurais e trabalhadores sobre a importância do ambiente de trabalho seguro? Trabalhar com segurança é compensatório para todo mundo, pro colaborador, para o empresário. O empresário que conta com aquilo é é que gera receita hoje aí para pr pra nossa economia e pro colaborador que depende também daquele trabalho e

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tem que voltar para casa de maneira segura. Então, sem dúvida nenhuma, é é é é algo que deve ser aplicado por ambas as partes. Certo, William? Foi um prazer tê-lo conosco, tá? Agradeço a disponibilidade e a contribuição com o nosso projeto. Eu que agradeço e me deixo sempre à disposição. Então, o telefone, o site aí, todos os dados para conta que tá BOSEG, tá no rodapé do vídeo. Lembrando que o Agro Pod+ é patrocinado pela Valle Capital. Aponte a câmera do celular no QR code que aparece no vídeo e saiba como investir com segurança no agronegócio. Até a próxima.

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