Bate-papo com Guilherme Nolasco, presidente da UNEN sobre os desafios, inovações e mercado da industria do etanol de milho.
iniciando o agrop pod mais o podcast do Agro semanalmente pelo YouTube Spotify Apple podcast na TV pelo canal agroplus e TV mais hoje o bate-papo é com ele produtor rural e médico veterinário Presidente executivo da União Nacional de etanol de milho unem ex-presidente do Instituto mato grossense da carne e do Instituto de defesa agropecuária de Mato Grosso ex-vice-presidente da gmate Guilherme Linares Nolasco bem-vindo
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Guilherme Olá bom dia obrigado pelo convite é um prazer estar com vocês bacana Guilherme a gente tem ouvido tanto falar sobre etanol de milho nos últimos dias né ultimamente e nos últimos programas aqui nos últimos episódios Foi um tema que foi comentado pelo menos aí nos últimos sete então vamos conversar agora um pouco sobre essa indústria aí que tá tão em Pauta no momento O que diferencia o etanol de milho dos demais biocombustíveis do
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mercado brasileiro Bom na verdade eu acho que o etanol de Milo tem sido pauta de vários debates porque ele tá no centro de uma grande economia circular e e criando demandas e impulsionando vários setores né Eu acho que isso a gente vai falar um pouco mais adiante mas o o que difere é o etanol né um o combustível realmente feito a partir eh do grão do amido né e ele pode ser produzido de diversos tipos de grão isso é importante frisar H com uma pegada de
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carbono aí diferenciada de de todos os combustíveis uma vez que o ciclo de vida da produção do milho de segunda safra integrando com a sója e com outras culturas né Eh traz um balanço de carbono muito menor e a gente consegue oferecer essa molécula de combustível que é igual ao etanol de cana de açúcar o etanol de beterraba feito na Europa a molécula é a mesma que diferencia é a a a biomassa que é que é produzida e todo essa contabilidade do ciclo de vida que
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traz a agricultura Tropical com o milho de segunda safra uma competitividade uma baixa de carbono muito relevante né dentro de uma de uma agenda internacional de transição energética e segur alimentar uma vez que o seu coproduto vai aí para para alimentar aí e eh diversas cadeias de produção animal certo o residual dessa produção que saia a destilação do álcool ela é um produto que é comercializado que tem proteína que tem um mercado gigante é nós
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chamamos de um coproduto ele não é um resíduo ele é um coproduto extremamente importante dentro do negócio em certos momentos pode representar tá até 25 a 30% do faturamento de uma biorrefinaria né e ele é é ele é concentrado em proteína uma vez que você tira o amido para produzir açúcar e destilar produzir o etanol a proteína concentra temos produtos aí de que vai de 18 28 até 50% de proteína bruta né e ele vira um riquíssimo ã produto para
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nutrição de bovinos suínos aves peixes inclusive na na na dieta na ração de animais de companhia certo e quais são os maiores desafios enfrentados atualmente na cadeia produtiva do eton de milho no Brasil nós temos grandes oportunidades e desafios né Eh o desafio é justamente que esse crescimento do setor de etanol de milho eh se dê de forma continua de forma sustentável né em em 7 anos nós já
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produzimos aí mais de 20% do etanol Total produzido no país e temos projetos aí em estudo em construção em licenciamento que sinalizam que nós podemos dobrar esse setor até 2032 indo para em torno de 18 16 bilhões de litros de etanol de milho no mercado grande desafio é você equilibrar este crescimento eh com práticas sustentáveis eh com monitorar amamento de cadeia de origem dos grãos e com a geração de biomassa e que alimenta as Caldeiras
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para geração de vapor energia também de forma a a estimulando o plantil de florestas plantadas de eucalipto e a inclusão de outras biomassas residuais nesse processo para que a gente possa aumentar essa produção de biocombustível mediante a demanda do mercado né a gente precisa a encontrar esta linha do tempo de o quanto o mercado pode demandar e se comportar para que a gente possa não não estimular um mercado que não pode ser atendido nem estimular uma produção que
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não tenha vazão e tenha consumo no mercado e frustrar investimento Então esse é o a grande tarefa minha do dia a dia da entidade que representa o setor a gente buscar políticas públicas como tá sendo o combustível de futuro recentemente aprovado eh eh e sancionado pelo governo onde prevê o aumento da mistura de etanol anidro eh na gasolina de 27 podendo chegar até 35% e do Blend já a gasolina mais descarbonizada do mundo a gasolina
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brasileira a questão da agenda do saf do combustível de aviação a questão do da transição energética e descarbonização dos portos temos tecnologia apropriada e motores já envolvidos que possam usar bancer e possa usar o o etanol como substituto então Justamente a regulação de todas essas novas aplicações o mercado internacional para reconhecer o etanol de milho brasileiro como combustível avançado e que a gente possa ah ah eh equilibrar esse crescimento da
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produção juntamente com o aumento da demanda H qualquer das duas coisas se sair descompassado pode colapsar h o mercado nós não podemos criar uma demanda internacional que a gente não consegue atender e nós não podemos criar e e aumentar demais a produção que o mercado não possa absorver Então acho que esse é o grande desafio que temos pela frente e a gente trabalha e nessa tarefa como setor como inteligência de mercado para se assegurar que isso
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aconteça certo e como a expansão dessa produção de etanol de milho impacta a economia local das regiões produtoras transforma as regiões sob influência desta indústria Na verdade uma biorrefinaria em construção ela gera aí eh 10000 1800 empregos direto na sua fase de investimento e depois ela ela como é muito automatizada ela emprega um pouco menos ah dentro da sua operação mas toda a economia circular de logística caminhões que transportam
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milho levam ddgs ao mercado trazem biomassa levam biocombustível e toda a rede de prestação de serviços né e e economia de fornecimento indireta movimento uma região inteira Nós temos e indústrias na na na br13 que carregam e descarregam um fluxo de 2000 caminhões dia caramba você imagine a economia que gira em torno desse empreendimento de 2.000 caminhões todo dia trans todosos tipos de serviços né todos os tipos de serviços
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transitando por aí então arrecadação eh trazendo um exemplo de Mato Grosso arrecadação de cms do do do biocombustível do etanol lá em 2015 era em torno de R 150 milhões deais ano hoje a arrecadação de Imposto de cm eh ultrapassa os R 2 bilhões deais né E isso porque a alíquota eh foi extremamente diminuída para atração desses investimentos né se cobra menos mas sobre um um um Horizonte um volume ampliado o que trouxe mais arrecadação
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ao estado e isso acaba revertendo a incapacidade de investimento em em logística infraestrutura e e e dos ativos sociais tão importantes para que essas regiões possam receber essas populações né em casa saúde educação tudo aquilo que que precisa existir para que o investimento possa se adequar e ser comportado nessas regiões esse subsídio ele é observado aqui no Mato Grosso em outras regiões também tem essa prática também o setor começou em Mato
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Grosso né ao longo da A3 e como nicho de mercado ah lá em 2015 tínhamos uma usina de cana de açúcar que transformou em flex produzindo etal de cana e milho a partir de 2017 começa a primeira a grande operação de dedicação exclusiva à produção de etanol de milha em Lucas do Rio Verde e a partir daí o setor vai se multiplicando e sai de uma condição de nicho de mercado como um mercado consolidado a migrou para Goiás pigo Mato Grosso do Sul temos projetos em
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construção no estado do Maranhão no estado do Piauí no Oeste baiano então matopiba é um grande alvo para a produção de etanol hoje em função da produção de grão sem demanda no mercado local no mercado Regional nós temos um um grande projeto a beira da Norte Sul sendo construído no no Tocantins né que vai poder mandar etanol para Santos ou pro Maranhão temos projeto no Paraná projeto em São Paulo e por fim chegando lá a Rio Grande do Sul com dois projetos
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em andamento um para etanol de milho e outro para etanol de outros cereais deverá processar inclusive e triticale uma vez que o o Rio Grande do Sul é Totalmente Dependente do biocombustível não há produção nenhuma de etanol no Rio Grande do Sul e ali vão desenvolver uma política interna para abastecer o Rio Grande do Sul tanto de etanol anidro quanto de etanol hidratado tudo com o pioneirismo do Mato Grosso que deu início e
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startou é Mato Grosso figurou durante muito tempo com mais de 90% da produção nacional está em torno de 65% as próprias indústrias aqui migraram para outros estados né Mat sempre lançando lançando eh tendências no mercado justamente pela sua grande oferta e produção de grãos com com a dificuldade do armazenamento e da logística impulsionou uma indústria que ela é Totalmente Dependente do mercado diferente da cana de açúcar o etanol de
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milho não tem área agrícola as as empresas não plantam milho né então ela trouxe ao mercado e uma previsibilidade enorme com compras antecipadas de 1 2 anos eh anterior ao plantil e a colheita né Eh eh com uma proximidade muito muito grande ao produtor nós temos o programa renovabilidade gerar algum bom ao produtor enfim e a partir daí outras regiões começaram aí a receber a própria unem né União Nacional de etanal de
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milho que eu presido foi criada em Mato Grosso foi criada na na mesa da prosso 2017 e hoje ela já continua com a sua sede aqui em Cuiabá mas última quinta-feira inauguramos o escritório em Brasília centralizando Aonde tá o poder onde tá toda essa relação governamental e justamente como um Ponto Central que a gente possa se deslocar e receber todos esses estados hora representados por essa entidade O senhor falou em Rio Grande do Sul né lembrando que em Rio
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Grande do Sul a gente tem transmissão do agrop pod de mais para 28 municípios através da TV mais abraço Rio Grande do Sul Guilherme eh qual o papel das tecnologias de inovação na otimização da produção de donal Milo ah extremamente importante estratégico acho que um dos pilares mais importantes é a tecnologia quando eu cheguei ao setor em 2019 se produzia 380 l de etanol de milho por tonelada de milho e o milho em Mato Grosso era r$ 2 a saca depois foi a
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26 e diziam no mercado que que esse setor comportaria se manteria com milho até R 30 a saca naquele momento e era motivo de preocupação para mim né tava recém-chegada num setor novo né aprendendo a andar e o milho veio a 30 veio a 36 veio a 40 veio a R 60 R 70 e esse setor continuou de pé crescendo e mantendo seus investimentos É lógico que isso fez parte de uma estratégia de de
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milhos posicionados no mercado com compras antecipadas o setor tava prevenido mas a tecnologia tanto a mecânica quanto a evolução das enzimas e das leveduras dentro do fluxo de processo de fermentação trouxe os 380 l de etanol por tonelada de milho para 450 L atualmente produzido Caramba então é um ganho de eficiência extremamente enorme que passou a viabilizar esse setor e em momentos de custo da matéria prima mais
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alto ou preço do etanol mais deprimidos né com diminuição de Margem e sustentar esse crescimento Lembrando que o ddgs o Farel de milho ele ele precifica em razão do valor do Milho também já faz um um seguro natural em relação à operação milho sobe ele sobe milho desce ele desce então ele flutua como uma commodity o o a precificação do do biocombustível do etanal nós somos comprados né Eh nós não preci ficamos o mercado eh mas ao mesmo tempo o ganho de
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eficiência produtiva e tecnologia com Parque Industrial totalmente novo o que há de mais moderno no mundo faz e desse setor se manter viável É lógico com às vezes com com com margens reduzidas deprimidas mas se mantém em pé mesmo mesmo em momentos mais desafiadores o milho para esse fim ele precisa ser padrão Ou pode ter avaria pode ter avaria né Nós temos um nós temos uma pequena indústria inclusive em operação eh Que Ela Vem de um de um grupo de
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originação que encontrou a oportunidade nos seus restos de armazém nos seus fundos de Armazém do Milho quebrado e resto para poder otimizar a originar essa matériaprima el um bom Milho um bom grão né inteiro talvez a gente possa extrair um amido maior e ter uma eficiência produtiva maior mas às vezes um custo menor com uma produtividade menor pode equilibrar esta conta então não há problema em relação à qualidade do
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milho e como etanol de milho brasileiro está posicionado em relação ao mercado Internacional hoje é e quando a gente fala em mercado internacional a tem que falar no etanol como um todo né é o milho sozinho ou a cana sozinha eh não é uma boa estratégia não to que a produção de etanol quando ela sai da indústria e chega na distribuidora ela vira etanol né E ela chega ao posto de abastecimento como etanol né ninguém abastece um carro de
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etanol de milho out etanol de cana de açúcar então a molécula é mesma o mercado é o mesmo chega um determinado momento a par partir da saída da biorrefinaria a gente trata disso como um todo como um único mercado n o Brasil até então não tinha produção suficiente para atender o mercado internacional as políticas feitas P no Brasil ã pela única que representa de cana de açúcar foram sempre no sentido de estimular políticas públicas em outros
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países para produzir a adotar a tecnologia do etanol isso aconteceu em vários países do mundo né hoje com a grande crescimento da produção que se dá nos últimos anos e se dará daqui pra frente a partir do etanol de milho e outros grãos o soro tá vindo aí sendo incorporado principalmente em regiões de menos menos chuva com dificuldade da segunda safra do Milho amplian uma janela de plantil o Rio Grande do Sul tá vendo trigo Então você vai ter etanol de
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milho e outros cereais crescendo daqui pra frente outras rotas de produção e a gente começa a olhar pro mercado internacional do etanol em função do combustível de aviação do da da descarbonização dos portos mas a gente precisa ter demanda frente a este mercado internacional Então é isso que a gente começa a olhar pro Futuro sim se estruturar e para abrir o mercado internacional coisa que nós já fizemos com os farelos de milho ddgs Nós já
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estamos aí há do anos no mercado internacional um projeto ah conjunto com a Apex Brasil onde a gente fez uma inteligência de mercado e assinalamos nove mercados alvo temos feito aí um trabalho de prospecção feiras acabamos de finalizar um Brand criando narrativos uma marca Brasilian de steers GR tem uma marca do ddgs brasileiro no mercado internacional fizemos já missões na Ásia missões na Alemanha
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venho de uma eira da Alemanha mês passado posicionando o ddgs brasileiro na maior feira de alimentação animal da na Europa na eurotier Então existe já todo um approach todo um trabalho de construção da agenda internacional do ddgs porque nós víamos lá em 2021 quando faltava ddgs eh pra demanda interna da pecuária mas que nós teríamos um crescimento desse setor muito grande que haveria necessidade de olhar pro mercado internacional para regular o
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mercado interno isso já aconteceu nós estamos aí deveremos exportar esse ano em torno de 800.000 Tonel de dge já mais de 20% da produção Nacional de forma a nos nos colocar na obrigação de manter padrões rígidos de qualidade nos organizarmos criarmos imagem criarmos narrativas e regular o mercado interno Então essa ddgs já tem destino na hora que você compra já sabe que aquela aquela sobra já tem o mercado garantido sim temos um mercado o mercado interno é
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o maior mercado e sempre será né a gente vem tanto na pecuária de corte quanto na pecuária leiteira um grande demandante do dgs é a pecuária leiteira de Minas Gerais né Eh mas é importante estamos construindo o mercado internacional justamente para não ficar dependente de de um único mercado né Nós podemos ter um problema sanitário um problema de fechamento de mercados de exportação de carne que possa refletir dentro do mercado do farelo de mil da dgs eh em
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função eh eh do nosso maior cliente que é a pecuária então é importante para essa indústria ter outros mercados à disposição para não ficar dependente unica exclusivamente do mercado interno para que em momentos difíceis de mercado interno principalmente no mercado da Carne a gente pode ter onde escar e preservar esse setor aí de forma saudável certo quando você fala que é necessária a demanda internacional para aumento da produção é que essa demanda
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quando incrementada pode provocar os investidores brasileiros em ampliar as Produções para poder atender esse mercado é com certeza né Toda Toda a política eh que a gente possa estimular de transição energética no mercado internacional seja um Blend no no combustível chinês eh de 5 10 15 20% nós estamos para 35 no Brasil outros países da Europa ou mesmo da ás né a gente precisa de volumes grandes
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para atender esse mercado internacional então não adianta a gente estimular o mercado internacional sem ter esses volumes o que tá acontecendo agora né Nós estamos chegando a volumes excedentes do consumo interno mesmo tendo uma oportunidade de crescimento da demanda interna e de etanol hidratado principalmente nesses estados que não tem produção Como o Rio Grande do Sul como lá a Bahia o Piauí o Maranhão o Tocantins com a migração dessas
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indústrias que vai ter um produto num custo menor para estimular o mercado interno mas os investimentos grandes de média longo prazo H principalmente em Outras aplicações como combustível de aviação a navegação precisam de demanda eh precisam de oferta Me desculpe porque a demanda é muito grande e aí precisa juntar o setor de cana de açúcar o setor de etanol de milho e outros cereais todos juntos para olhar esse futuro essas políticas públicas de mandatos
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obrigatórios fazendo parte de uma agenda mundial de descarbonização que não será exclusivamente atendida pelo etanol pelo biocombustível essa agenda terá eletrificação terá energia solar terá hidrogênio terá em etanol terá uma um cardápio de opções de transição energética e o etanol fará parte disso com certeza e isso que a gente tem olhado justamente como é que a gente pode atender o mercado internacional e qual a demanda e o investimento a gentea
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essor nos próximos anos pegando gancho do que você falou aqui agora o senhor acredita que essa ampliação Esse aumento de carros elétricos esse marke agressivo em cima as montadoras vindo com esse foco ela contribui ou atrapalha o setor separar n posicionament as madoras tradicionais estabelecidas no Brasil como a a Toyota a Volkswagen todas elas TM na sua estratégia o carro a biocombustível o
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carro flex Já é mais de 70% da frota do mercado e e agora a a estratégia são os híbridos biocombustível né A Toyota stelan está nessa linha por se tratar de uma Indústria nacional que gera toda uma economia de empr de cadeia de fornecimento de autopeças feitas aqui e um carro mais limpo hora que você traz o conceito do carro desde a sua que a gente chama do berço ao túmulo desde a concepção da extração dos Minérios a
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produção dos componentes uso do carro o seu descarte no meio ambiente o carro elétrico é uma grande opção mas ele passa a ser tão emissor de carbono quanto um carro movido a combustível fóssil E aí o o o o carro a biocombustível o carro a etanol ou híbrido elétrico autocarregável ele se torna a melhor opção do mercado e as montadoras já enxergaram isso né não somos nó que estão falando e ainda com um preço acessível com preço acessível
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desenvolvendo uma economia local tanto da produção de de de milho de cana de açúcar a geração de empregos a logística tudo que nós já falamos aqui dessa economia circular e ainda sendo um carro de pegada de carbono baixa a eletrificação não podemos negá-la é um é é é uma opção de mercado que ainda no Brasil com uma geração de energia limpa seja ela hidroelétrica ou solar ou eólica ele passa a ser uma opção realmente de custo elevado né para uma
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um nicho de mercado para uma fatia de mercado que não pode ser desprezada eu acho que todos terão a sua participação no mercado mas o importante eh seja ele no carro a combustão Flex ou no carro elétrico eh essa geração indireta de empregos e rendas dentro do país né dar incentivos fiscais para trazer eh Veículos Elétricos de fora do país gerando emprego fora do país e pra gente ficar com passivo ambiental por descarte dessas baterias de lítio do
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Futuro talvez não seja o melhor caminho né E aí pesa e e e o carro etanol ser o carro mais viável economicamente mais limpo certo e quais são os principais fatores que influenciam a competitividade do etanol de milho no mercado energético Nós gostaríamos que a a melhor decisão fosse ela de de cunho de consciência ambiental né Eh quando a gente faz a barba com a torneira fechada é porque a água é um bem finito né é uma
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consciência não é porque aquilo custa caro né quando você opta por uma alimentação saudável é porque aquilo faz bem ao seu organismo e são hábitos saudáveis abastecer de etanol é um hábito Saudável em função eh de todo o seu Impacto de partículas em suspensão no meio ambiente né que você vai inalar uma cidade como São Paulo hoje você consegue enxergar o céu porque 27 da gasolina eh consumida tem etanol E você tem mais aí uns 40% da frota rodando com
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etanol hidratado certo isso faz com que e eh eh o o o céu seja Limpo né E isso reflete na saúde e no meio ambiente né Essa é a decisão que nós queríamos nós precisamos de gerações serem educadas na escola para que tenha esse nível de de consciência do meu filho falar pra minha mulher abastece o etanol mãe que faz bem pra saúde pro meio ambiente talvez a minha mulher a minha não porque ela já aprendeu isso é regra dentro de casa mas quem não tá muito próximo a essa
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informação é abastece o carro pela conta em relação à paridade de preços com a gasolina então o etanol passa a ser precificado e ser atrativo quando ele é eh menos de 70% da do custo da gasolina Talvez seja difícil de explicar isso para um motorista de aplicativo que vive daquele carro e ele precisa ter o otimizar seu custo para sobreviver mas né Eh para quem mora em schope em sorriso ou no Rio Grande do Sul o que 1 litro de gasolina influencia a sua
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região a sua comunidade toda a influência daquilo que você faz e vive talvez 1 lro de biocombustível seja an ou biodiesel né pode ser uma opção muito mais inteligente de toda a economia circular indireta gerada pra sua região Você acredita que o etanol de milho ele pode substituir parcialmente o etanol de cana de açúcar eles são complementares né Eh a gente trabalha muito em sintonia no que o setor começou pelas usinas Flex que
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produziam etanol de cana e passaram a produzir etanol de milho a o etanol de milho trouxe uma oportunidade pro setor de cana de açúcar né e uma vez que a Índia que era o maior produtor de Açúcar do mundo passou a incentivar a produção de etanol de cana h para adicionar um mandato de 20% a partir de 2025 de etanol a gasolina na Índia e para isso tiveram que diminuir a produção de açúcar e abrir um espaço no mercado internacional do açúcar sim ocupado hoje
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pelo Brasil se tornou o maior Player do mercado internacional do açúcar então o setor de cana pde migrar H paraa produção de açúcar que remunera hoje deu um prêmio em relação ao etanol remunera mass e esse espaço passou a ser ocupado pelo etanol de milho sem que a gente perdesse as políticas públicas já de mandatos de de mistura do etanol a gasolina Então são são dois setores extremamente complementares que trabalham juntos cada um com seu ciclo
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de vida diferente a cana de açúcar tem uma grande oportunidade para entrar no etanol de milho uma vez que ela já tem a biomassa do bagaço de cana então ela não tem um custo adicional de biomassa para geração de vapor energia que o etanal de milho precisa ir no mercado buscar cavaco de madeira e reflorestada estimular esse setor né então os dois trabalham muito e alinhados em sinergia PR olhando pro mercado como um
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todo depois quero falar um pouco aí sobre a vantagem a questão de custo em relação produção do etanol de milho e do etanol de cana Vamos fazer um breve intervalo pra TV aponte a câmera do seu celular no QR Code que aparece no vídeo e sa Como investir no agronegócio com segurança Voltamos já [Música] Voltamos com agrop pod de mais continuar o bate-papo com Guilherme Nolasco sobre etanol de milho Guilherme falando em
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sustentabilidade agora como o setor de etanol de milho Está contribuindo pra descarbonização da matriz energética brasileira bom acho que nós temos aí né falar um pouco de renova b renov b é o maior programa de descarbonização do mundo foi criado através de lei e a partir dele eh as usinas são certificadas ele é regulado pela Agência Nacional do petróleo bioc combustivo NP e a partir dele se mede e se certifica
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individualmente cada operação né Eh desde a produção do Milho que é o que a gente pode a gente tem que captar os seus custos de produção fertilizantes sementes óleo dísel mon de ó passando pelo transporte chegando na indústria isso até o transporte a distribuidora E aí é calculado esse ciclo de vida de emissões toda essa cadeia de negócios e se gera um título chamado c000 é um crédito de
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descarbonização não é um crédito de carbono é um crédito descarbonização que equivale a uma tonelada de carbono cada equivale tonelada de carbono o Brasil deverá produzir de biocombustíveis esse ano mais de 45 milhões de ceils né e a partir disso a Distribuidora de Combustíveis a cada litro de combustível fóssil precisa comprar o ceil para descarbonizar a sua matriz energética então é uma opção do mercado
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ah abastecer de combustível fóssil H neutralizando as emissões do combustível fóssil a partir do se gerado na produção de biocombustível e se a distribuidora não quiser esse custo agregado ao seu combustível fóssil ela pode estimular o consumo de biocombustível porque ela vendendo combustível ela não precisa comprar então é um programa extremamente inteligente o modelo para o mundo hoje aonde as indústrias podem ser medidas individualmente ou existe dados padres
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de para aqueles que não querem captar todas as informações do seu ciclo de produção mesmo assim podem emitir o ceil com uma penalização uma penalidade bem grande para forçá-los aí Ao caminho dos dados primários né e lógico para que tenha segurança de não tá emitido um CR descarbonização que não seja compatível aquela descarbonização feita sem haver mensurado todo esse ciclo de vida então acho que o o etanol Traz essa contribuição enorme o etanol de milho a
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este programa Como que é o setor que mais cresce de produção em todos os biocombustíveis né E numa pegada de carbono a partir daí nós conseguimos mensurar Qual a pegada de carbono do etanol de milho brasileiro Então vou trazer uma uma ideia para você uma base a gasolina emite 87 89 g de CO2 equivalente megaju né unidade de energia o o etanol de milho americano que é feito a partir de de gás fóssil não biomassa reflorestamento e do Milho que
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é de uma safra só emite 51 g de CO2 o etanol de cana de açúcar emite de 22 a 28 g de CO2 Depende a sua operação o etanol de milho emiti de 17 a 22 G de CO2 equivalente Meg J em função do seu ciclo de vida de milho de segunda safra Então a gente tem aí um grande potencial de contribuição tanto no renovil né E esses títulos são negociados em bolsa tá não é uma venda direta n eles são escriturados e vão para um banco vão pra bolsa onde as
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distribuidoras T metas anuais de compra de cebil mediante a sua venda do ano anterior fechou 2000 fechou agora primeo de Janeiro pega o que cada distribuidora vendeu de combustível fóssil e traz uma meta de ceils que ela tem que apresentar Até março do ano que vem descarbonizando tudo que ela que ela comercializou então é uma grande contribuição que já tá entrando no processo de descarbonização da Matriz Nacional né Sem contar os 27 de etanol anidro já adicionado à
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gasolina e que o o projeto de lei do combustível futuro trouxe agora a lei já sancionada que nós vamos migrar o ano que vem talvez já a 30 e dentro de um ano 1 ano e meio a 35% de mistura de álcool na gasolina né contribuindo aí por toda essa agenda de descarbonização e de segurança energética muito bacana uma coisa leva outra né é complexo né falar um pouco de renova Build de todo esse ciclo de vida mas é um setor que está extremamente
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comprometido tido dentro da do esg né de governanças e e cuidados com o meio ambiente né E tem toda uma agenda ambiental em curso que a gente tá tentando capturar e eh e para que isso possa ainda mais estimular e assegurar os investimentos né é Um Desafio Quem sabe agora vindo do mercado de carbono a gente transformar o ceil num crédito de de carbono realmente Onde por exemplo uma companhia aérea como a United poderá descarbonizar a a a suas emissões dos
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seus aviões mediante um c000 isso não é não é possível ainda não foi fungível mas isso é um passo que o Brasil pode dar adiante trazendo ainda mais valor agregado pelo fator ambiental a produção de biocombustível além do renova Bi que é uma coisa que já está acontecendo Existe alguma coisa já planejada os próximos passos alguma coisa que o senhor pode adiantar aqui pra gente nós temos além do renovil o bex né E que é o processo de captura e
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armazenamento de de se2 que também foi aprovado o Marco legal dentro do projeto combustível no futuro que nada mais é e e no processo fermentativo do Milho você a cada tonelada de milho você consegue capturar aí 300 kg de CO2 puro com grau de Pureza altíssimo de 98% né então 1 l de etanol você põe 450 caramba 1 L 1 tonelada de milho você produz 450 eh l de etanol 220 225 kg de ddgs e captura mais 300 kg de CO2 E aí é o
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processo que acontece nos Estados Unidos você vai injetar no subsolo a 2500 m de profundidade pra ter uma geologia especial com câmeras porosas nesse solo com uma na superfície uma rocha selante eh e você vai armazenar ele lá e tampar e esse etanol vai passar a ser carbono negativo né então Lucas do Rio Verde Mato Grosso mais uma vez inovando primeiro projeto com posto experimental já furado tá em Luc do Rio Verde acabou de sancionar A Lei e determinar o Marco
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legal sobre isso e a gente vai fazer do etanol de milho e vai ter oportunidade paraa cana e para outras operações também essa captura desse carbono e a injeção no subsolo neutralizando e fazendo na verdade e essa operação carbono negativo E aí tão importante regular o mercado de carbono para que a gente possa monetizar essa da conta e isso possa fazer parte de de metas de descarbonização muito legal e como setor equilibra o uso de milho para
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biocombustível com a necessidade de garantir o abastecimento alimentar nós temos assim esse foi uma preocupação no passado né até onde o setor de etanol de milho poderia influenciar o preço do Milho ou influenciar o abastecimento de todas as cadeias de antes de milho C né E isso principalmente naquele momento que o milho saiu de 22 26 e veio para 70 no Mato Grosso e 90 no sul do país né E aí trouxeram a culpa ao etanol de milho
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dessa escalada de preço sem esquecer que milho é uma comod precificada em Chicago e que mesmo assim nós temos excedentes exportáveis Depende a safa de 30 40 até 50 milhões de toneladas de milho por ano mesmo o etanol de milho hoje demandando mais de 17 milhões de Tonelada no mercado brasileiro né então isso foi superado quando esse milho de R 70 voltou para 40 né E nós estávamos demandando muito mais milho do que naquela época que que o milho foi a 70
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80 90 e aí o mercado conseguiu enxergar que se não fosse o etanal de milho talvez seria ainda pior orora a situação dos preços de milho e um momento de mercado baixo então a gente não tem esse problema a gente esse ano devemos colher aí 120 125 milhões de toneladas de milho né pra próxima safra canal de milho deverá demandar em torno de 20 milhões de Tonelada né e ainda teremos aí um excedente exportável de 40 a 50 milhões de Tonelada com um reflexo
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extremamente importante isso a gente traz aí a Mato Grosso lá em 2017 até 2023 a área plantada de milho de segunda safra C cresceu 50% né então ele trouxe uma previsibilidade do mercado e a janela de plantil é muito curta exige do Produtor tem muito mais maquinária para fazer um cultivo em 25 30 dias no máximo maquinária para plantar tratos culturais colheita E aí precisava de investimentos
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então isso esse setor estimulou esse investimento estimulou ou as compras antecipadas e a gente vê a produção de milho crescendo junto com a produção de etanol de milho estimulado pelo esse setor e e a migração a migração de áreas de pastagens de baixa produtividade ao cultivo de grãos bacana é sem diminuir a produção de carne então Mato Grosso é um exemplo disso Mato Grosso bateu o pico de 34 milhões de cabeças de gado e tem cedido ao setor de grãos mais de 1
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milhão de hectares a cada ano então a gente tá vendo a produção área plantada aumentar sem avançar sobre novas áreas de exploração a produção de carne aumentar com um ciclo reduzido de de idade ao abate o ddgs faz parte disso trazendo uma dieta no coxo e a produção de biocombustível uma energia limpa num ciclo Virtuoso onde a gente produz biocombustível a gente produz o ddgs a gente produz o óleo de milho se extrai em menor quantidade 20 22 l de óleo por
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tonelada de milho processado estimulando florestas plantadas indiretamente estimulando a redução do ciclo do boi que contribui a redução do metano e do carbono também S aumento de oferta de carne com uma com uma coisa extremamente importante sem precisar avançar sobre novas áreas de exploração Então se fala muito de etanol de milho justamente do setor de etanol de milho justamente por essa economia circular gerada eh eh em todas essas
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cadeias produtivas eh otimizando e reduzindo a área de ocupação reduzindo o ciclo de produção eh e creditando ao ao setor de etanol de milho como impulsionador no centro deste universo para todas essas cadeias de produção é muita coisa envolvida né Agora tira uma dúvida minha o custo por por litro do etanol de milho versus cana é muito diferente esse é o é o é a conta que nós não fazemos né Por se tratar de ciclos
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de vida totalmente diferente eh eh a gente tem na cana você opta para produzir açúcar ou etanol né são produtos que se substituem você direciona sua sacarose pro açúcar ou paraa produção do combustível o milho ou outros cereais você produz o combustível e diretamente ligado a isso você tem os coprodutos disponíveis O farelo e o óleo essa equação entre o custo da biomassa que é altíssimo dentro do processo se ela é plantada se ela é é é resíduo
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industrial da indústria Madeireira E se ela é bambu ela é eucalipto né tudo cultivado ã com a questão do posicionamento do mercado da biomassa do Milho né do Milho se a compra foi feita antecipada mercado Spot isso aquilo com o preço do combustível é uma equação extremamente complexa para que a gente possa trazer o mercado e a receita desses coprodutos que chega a ser 20 a 25 em alguns momentos foi 30% do negóci preca ser
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considerada para poder ter você para você avaliar o setor como todo não dá para eu avaliar apenas o custo de produção do etanol de mil e cana eu preciso avaliar o Cico completo do custo dessa indústria com a receita Total dessa cesta de produtos e ainda tem a cogeração de energia que é feita no etanol de milho que se produz o ano todo não tem an safra você traz ainda uma receita adicional da cogeração de energia que é jogada no sistema elétrico
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então eu prefiro dizer eh que são complementares né são complementares ao mesmo tempo que a cana de açúcar hoje tem um prêmio lá no mercado do açúcar e analisando o negócio como um todo também não dá para analisar só a a produção de etanal Esse é o tipo é o tipo do do da avaliação que ela ela não dá pra gente agregar esses números todos e trazer eles consolidar dizendo o que é mais barato O que é mais caro são são análises feita extremamente individuais
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Depende de logística dever da distância do do mercado consumidor do etanol ou ou ou do próprio coproduto do farelo de milho para fazer uma análise certo e quais as mudanças regulatórias seriam necessárias para fomentar ainda mais a indústria de etanol de milho nós Já conseguimos muitas evoluções né Eh Começando por Mato Grosso né E nós conseguimos provar a a secretaria do meio ambiente a teve aqui com você sim e que o que o sistema de produção do
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etanol de milha é um sistema fechado onde se aproveita tudo né se você não tem um resíduo ao meio ambiente e a partir daí nós conseguimos transformar a legislação Estadual Ah para que se licencie uma indústria até um um volume de produção num relatório simplificado com dispensa de arema isso trouxe a uma uma vantagem tanto de custo que um processo de arrima Ah tem um valor significativo e o tempo que às vezes demora 1 ano 1 ano e meio
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2is anos para você fazer um e ar rimma Então hoje as empresas e se licenciam eh num espaço curto de tempo com custo reduzido uma vez que foi demonstrado que a segurança do sistema produção sem dejetos aí ao meio ambiente a partir de Mato Grosso isso foi replicado em Mato gr do Sul em Goiás em vários estados sobre a influência desse setor tudo começou por aqui política tributárias mesma coisa nós temos um grande desafio grande problema nós
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estamos produzindo combustível longe do centro de consumo e nós temos um problema de logística né um custo Logístico enorme para pegar o etanol nas áreas de produção de grãos e levar ele ao Sudeste do país onde se consome como isso foi izado minimizado pelas políticas tributárias também começou por Mato Grosso diminuição da carga tributada na operação inter estadual né Isso acabou sendo replicado nos demais estados da
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Federação gerando uma competição Sadia pelo investimento e adequando as políticas tributárias competitivas para que aquela produção possa chegar nos seus destinos de consumo né E nós temos agora o desafio da regulação do mercado do combustível de aviação A lei foi aprovada do bex da captura de carbono ah ah também aprovado e do combustível para navegação né o grande O Grande Desafio a gente comprovar a no mercado regular o
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mercado interno em função dessas leis né para essas Outras aplicações e e e certificar o produto no mercado internacional h de que ele não compete com alimentos existe a um estigma em função da produção do etanol de milha americano do food versus fu Ou seja que produção de combustível a partir de alimento são competitivas entre si e isso não é bacana né então o mercado internacional ainda não nos reconhece como um combustível avançado justamente
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porque não reconhece nosso ciclo de vida de produção de biocombustível seja ele biodísel ou etanol a partir do grão de uma agricultura integrada onde se produzir produz duas até três safras por ano trazendo um balanço de carbono balanço energético muito menor eh e não competindo com alimentos pelo contrário o caso nosso do Brasil a Gente Tá incentivando a produção de proteína animal incentivando a produção plantil de Floresta plantada e na prática vendo
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o crescimento da produção de área de segunda safa que evitando o avanço sobre novas áreas ainda inexploradas só que isso é um desafio de regulação e A Gente Tem trabalhado por isso certo o senhor falou em desafios aí em relação a transporte logística né que que a un tem fazer feito para melhorar a questão de infraestrutura e logística pro segmento é é um assunto extremamente né um dever do Estado né um dever complexo a gente
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tem feito influências para que as coisas aconteçam então você vê aí no Mato Grosso que tá é o final da linha né o produto tá ele ele tem que ir para São Paulo ele tem que passar por Goiás ou Mato Grosso do Sul chegar em Mato Grosso você tem aí extensão dos Trilhos da da rumo de Rondonópolis até Lucas do Rio II a ferrogrão é um sonho né não veio pelo setor detor de milha mas contempla toda a cadeia de negócios da agroindústria produção primária e começa a ferrovia a
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integração de modais é uma realidade já rodo ferroviária a partir de rondonóp e a gente começa a estudar agora em função do volume precisava ter volume para ter viabilidade a questão dos dutos né o etanol duto ou um poliduto que possa eh levar o biocombustível e trazer o o óleo dís o combustível fóssil passa a ser um uma coisa interessante objeto já de estudo já está na mesa estudos para que isso possa evoluir né a gente com com advento da reforma tributária eh que tá
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aí deverá ser aprovada essa semana eh a gente perde vai perder ao longo do tempo né Tem um a partir de 2027 começa a ser implantada a gente pede os incentivos estaduais serão mantidas até 2032 né e eh então você nós estamos usando de um artifício tributado corrigir uma deficiência logística né você ter uma redução de imposto na saída para que te dê competitividade para bancar aquela logística para chegar no centro consumidor com a reforma
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tributária o imposto será cobrado lá na ponta e aí acabam os incentivos fiscais regionais e aquele custo para levar esse produto lá na ponta ele vem dentro da indústria então nós temos até 32 para incrementar o o modal Logístico reduzir esse custo para que a gente se mantenha competitivo né alguns Estados Mato Grosso já tá no seu limite de consumo de de etanol hidratado mas alguns estados principalmente lá no matopiba eh e no no Rio Grande do Sul
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ainda tem um mercado interno todo para desenvolver de etanol hidratado e talvez não não não não carregue esse desafio mas a produção do centrooeste matopiba ela carregará o desafio de desenvolver os mercados internos também e ao mesmo tempo otimizar a logística para que possa chegar em grandes centros de consumo certo de Que preço que o preço do Milho a cotação do Milho impacta no na operação de produção de etanol vocês travam preço trabalha com o mercado de
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oportunidade é o principal custo né não poderia deixar de ser qual custo o setor tem uma capacidade estática de armazenagem grande em alguns casos chega a 60% do volume de processamento anual daquela indústria caramba é eu acho que o maior maior armazém eh concentrado de grãos do país hoje está dentro de uma de uma indústria de etanol de milha maior volume de armazenagem Vamos ser mais clara está dentro de uma indústria de etanol de
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milha Então existe eh outros adotam as práticas de do campo ter pulmões de armazenagem perto da produção Então essa é uma estratégia extremamente importante de um setor que não pode parar ele é de produção contínua de fluxo contínuo isso trouxe um benefício enorme abastecimento nós tínhamos com a cana safra entre safra isso carregava preço volume ISO acabou hoje é uma produção uma oferta linear o setor não tem não tem como ah especular ao mercado naquela
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indústria que eu falei para você que carrega 2000 caminhões por dia se ele passar 5 dias sem carregar ele colapsa o sistema então é é uma produção um sistema de produção contínua e é lógico o milho depende do mercado de determinados momentos de preço oferta e oportunidades né e o setor se posiciona comprando armazenando e até acontece em alguns momentos ele e vender milho de volta ao mercado né então são Traders que participam de todo o mercado de
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originação Assim como as Traders assim como todas as empresas que estão aí no mercado Vamos lá e a unem ela tá presente em quais estados hoje a unem né nasceu em Mato Grosso como uma entidade no seu estatuto Nacional de um mais apenas com associadas lá em 2019 quando eu cheguei é no Mato Grosso hoje nós temos ah Associados do Mato Grosso do Sul ah em Goiás Ah no no Oeste Baiano no Maranhão
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ã no Tocantins em Alagoas e no Rio Grande do Sul então eu brinco nós estamos de Alagoas ao Rio Grande do Sul se se caracterizou se consolidou como uma entidade Nacional fez parte de um planejamento estratégico lá em 21 eh de nacionalização dessa entidade representamos hoje 98% da produção de etanol de milho e outros cereais do país e semana passadas inauguramos a nossa sede em Brasília dentro do centro né onde acontece todos
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os as regulações do setor é uma estrutura moderna com com uma área de de de de internacional rodando com uma diretoria institucional representando aí oito nove estados né com 98% da produção eh eh galgando já a sua visão de futuro finalizamos o segundo planejamento estratégico em 3 anos olhando já os próximos e 5 anos 10 anos se preparando para ir para todos os desafios do Futuro bacana demais e quais são os próximos planos da unem para ampliar ampliar a
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produção é nós tínhamos nós tínhamos convivemos os últimos anos né com uma agenda de de de crescimento de representatividade isso aconteceu conseguimos ampliar de nacionalização conseguimos fazer como acabei de dizer o plano justamente agora eh envolve todas essas reconhecimentos certificações do etanol de milho da sua ciclo de vida da produção do etanol de milho brasileiro de segunda safra governo brasileiro precisa se apoderar disso e precisa
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chegar ao mundo e dizer ó o me minha produção de milho de segunda safra de soja com a safra de milho é essa e e precisa ser reconhecido no mercado internacional para que a gente possa aprovar e ser reconhecido Nossa produção nessas diversas aplicações que o mercado internacional busca para sua descarbonização a navegação é um exemplo disso eles não temm opções de de de
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energétic éa de descarbonização né e o etanol cai que nem uma luva para eles nesse sentido desde que o ío que o organismo que regula navegação no mundo reconheça a nossa produção dentro das suas características é a regionalização regionalização da pegada de carbono né o mundo reconhece pelo dado padrão de na pior situação para não correr o risco eh de tá fazendo uma conta injusta né e a gente precisa regionalizar e entender quais são a as
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características das regiões nas suas emissões para que a gente possa participar desse grande dessa grande agenda que é ela existe em 2050 se todo mundo tem que descarbonizar até 2050 então nós temos uma oportunidade 202 de 25 anos solução sim sim de 25 anos Teoricamente 2051 todo mundo já descarboniza zou não tem o que fazer mais e é então esses 25 anos pela frente nós precisamos aí inserir o o biocombustível brasileiro
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ah como reconhecido em todas essas cadeias de produção que precisam descarbonizar certo eh hoje no Mato Grosso em operação a gente tem quantas usinas de etanol de milha temos 12 usinas de etanol de milha operação num total de 23 operações no Brasil certo a tem uma expectativa para 2025 é acredito que Mato Grosso sempre será um grande celeiro pela grande oferta de milho que tem né a gente deve ter programado para 2025 mais duas operações 2026 mais duas
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três então e segue crescendo o Mato Grosso assim como dois projetos já no Oeste baiano em construção um projeto no Maranhão que deve inaugurar ainda em fevereiro agora no Maranhão dois projetos no Piaí um projeto no Tocantins dois projetos no Pará dois projetos no Rio Grande do Sul São Paulo estudando Paraná maior cooperativa do país A Coamo deverá iniciar sua construção então e começa o produto
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começa a ter e viabilidade em várias regiões do país que são produtoras de Milho ou que tão dentro de uma rota logística importante ou perto de um centro consumidor que possa aí viabilizar essa produção Tá certo muito bacana nosso bate-papo esclareceu aí assuntos bem relevantes Guilherme foi um prazer tê-lo conosco agradeço a disponibilidade e a contribuição com o nosso projeto se quiser falar alguma coisa Obrigado jun
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só eu que agradeço a oportunidade longo por de falar pde distribuir aqui um monte de informações espero que eu tenha sido Claro e as pessoas tenham absorvido parte de tudo isso que nós tremos aqui muito bacana Obrigado finalizando a Agro pode mais dessa semana Lembrando que quem perdeu na TV pode rever esse episódio no YouTube Spotify Apple podcast até a próxima





